quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bioenergética e sua Aplicação em Saúde

                                                                                                                Lêda Maria Alcântara*
      No exercício da minha atividade como terapeuta holística, procuro utilizar os conhecimentos da Bioenergética visando contribuir para com a tomada da consciência do indivíduo como forma de objetivar a recuperação do equilibrio energético necessário para a regeneração da saúde, atuando nos pontos de bloqueios energéticos ligados as memórias envolvidas no processo de adoecimento.
     Os conceitos da Bioenergética são aplicados na saúde por entender o homem como ser integral, ou seja, bioenergético-psiquíco-social-ecológico e espiritual e tem sua origem nas bases conceituais da física quântica e sedimentada nos principios da Metafísica III, na qual o elemento formador básico é a energia e o constituinte máximo do universo é a consciência. Os estudos sobre os aspectos energéticos encontrados na medicina oriental, especificamente a chinesa e indiana, e sua aplicabilidade na saúde humana constituem também matéria substancial na produção do conhecimento na Bioenergética.
      A base científica da Bioenergética vem sendo desenvolvida em centros de excelência de pesquisa e formação de terapeutas, notadamente nos Estados Unidos, e países da Europa, como a Inglaterra, França e Rússia, e através dos estudos científicos, sobretudo no campo da energia e memória e a influência na saúde, vem contribuindo sobremaneira para o entendimento dos mais diversos processos bioquímicos e fisiológicos e para descoberta e aplicação de novos procedimentos que visem à recuperação da saúde humana.
      Várias são as escolas de formação de terapeutas que se baseiam na Bioenergética e consequentemente diversas são as linhas de trabalhos, mas todas sem exceção tem como base as leis naturais do universo, e como matéria única a energia vital também conhecida como energia sutil, chi ou prana, utilizada de acordo com as diretrizes de cada terapia.
      Dessa forma com base na minha formação, no exercício da minha atividade como terapeuta holística para o atendimento individual utilizo os recursos da Aromaterapia, Healing Pontos de Luz, Florais de Bach e Rebalancing que são escolhidos para cada pessoa de acordo com o que determina a minha Percepção Sensorial Superior. Nos trabalhos de grupo são desenvolvidas vivências, como forma de contribuir com aqueles que buscam através do auto-conhecimento um caminho para melhorar a sua qualidade de vida.
                                                                                   * Lêda Maria Alcântara
                                                                      Terapeuta Holística
                                                                      CRTH 982

sábado, 30 de outubro de 2010

Descobrir-se

                                                                                                                                        Cláudia Aguiar*
     Para nascermos, alguma mulher ovulou, algum homem a inseminou e assim se forma um outro que pode ser qualquer um de nós.
     A partir desta concepção, eu existo como matéria neste planeta Terra. Esta existência começa a receber todas as influências que esta gestação proporciona.
     Foi um filho gerado com amor? Foi um descuido? Estava planejado? Foi rejeitado? Foi aceito? Foi rejeitado e posteriormente aceito?
     Essas são as primeiras impressões: se sentir amado, rejeitado, confiante, confusamente nutrido pelas dualidades, tranquilo, agitado, são sensações que já começam a delinear o aparelho psíquico deste ser.
     Como esta mãe está gerando esta criança? Tranquila, compreendendo o processo corporal dela, sendo amada por este companheiro, com condições materiais de sustento, uma família de apoio, bons amigos, ou foi abandonada, violentada, sem estrutura familiar, sem condições materiais, gerando medo e insegurança? Tudo isto compõe o que a criança está internalizando como estrutura psíquica: calma, tranquila, amorosa, agitada, nervosa, insegura, medrosa, dependente, mal humorada, feliz, sorridente, chorosa...
     A criança nasce com toda esta experiência uterina mais as suas impressões de outras vidas, que este espírito tem e que também veio para burilar nesta encarnação.
     Nasce o ser e ele entra em contato com a sua vida social: pai, mãe, família, amigos, parentes, colaboradores, situação política, histórica, econômica e cultural. Inicia a sua segunda jornada terrena.
     Como foi a receptividade deste meio com esta criança? Foi bem acolhida? As pessoas estavam envolvidas no seu nascimento? Houve rejeição por parte de alguns, ciúmes, invejas, barulhos, agitações, alcoolismo, drogas, teve assistência médica, um lugar seguro para esta criança? Assim o individuo vai agregando na sua formação o que é importante para construir a sua estrutura psíquica.
     Até os 8 anos, esta estrutura é sedimentada com todas essas experiências descritas acima. A criança vai estabelecer os conceitos que ela vai levar para sua vida. Se nas suas experiências, se sentiu amada, vai ofertar amor, solidariedade, amizade, se sentiu rejeitada, vai ofertar inveja, amargura, medo.
     Vão ser escolhas inconscientes, pois estarão introjetados no seu psiquismo e são pensamentos e sentimentos automáticos. O individuo vai crescendo e se alimentando dessas primeiras impressões. Algumas vezes, seu espírito, merecedor de uma vida bacana, proporciona experiências mais tranquilas, outros que precisem ser mais burilados, experiencia situações mais densas, para poder ter a oportunidade de aprendizagem e superação.
     Alguns, não entendem esta possibilidade de superação, se envereda no seu processo psíquico e é engolido por ele, mantendo nas suas vidas a amargura, inveja, medo, insegurança. Outros, elaboram as suas experiências mudando paradigmas e com o poder da resiliência se descobrem melhores do que supostamente tinham se visto. Capacitando dominar conteúdos até então inconscientes.
     Em verdade, existem situações diversas que promovem uma variante de possibilidades com o que aprendemos em todas as nossas vidas. Vivemos fazendo escolhas que facilitam ou comprometem o nosso rumo. Quem está engolido pelo seu inconsciente, não sabe porque faz algumas escolhas lamentáveis. Quem está atento ao seu processo, consegue ir burilando seus pensamentos e sentimentos e escolhendo se sentir mais próximos do que chamo de Deus.
     Terapia, um caminho para se ver próximo de quem se É.
                                                                                                         *Cláudia Aguiar
                                                                                                                                                         Terapeuta Transpessoal
                                                                                                                                                         OTHB 333

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O papel e o lugar do terapeuta numa relação de ajuda: compartilhando algumas reflexões

                                                                                                                                  Ana Cristina Botelho*
     O papel do terapeuta numa relação de ajuda com o seu cliente; essa é uma questão que, há muito, desde os meus tempos de estudante de Psicologia me acompanha na minha caminhada.
     Depois, seguindo pela vida, vejo que essa inquietação se amplia um pouco mais para que pudesse pensar não só no papel, mas também no lugar que esse profissional ocupa na vida de um outro que lhe confia a sua intimidade.
     E me dou conta de que essa é a questão que instiga a mim e, com certeza, também a muitos colegas, a pensar, amadurecer, rever conceitos, estudar, seguir alguns caminhos para depois, por consequência da nossa própria transformação, perceber que aquela rota já não é a melhor opção, e que podemos seguir por outras estradas, sabendo que são muitas as possibilidades, ao mesmo tempo que vivenciamos a nossa própria jornada de descobertas, emaranhados, nós que são feitos e desfeitos nesse eterno processo de devir, se construir, se fazer a cada instante.
     Faço uma metáfora de que aquele que busca um processo terapêutico, está disposto a percorrer a jornada do herói, que se aventura por terras desconhecidas na certeza de que ainda que seja nas profundezas das montanhas, encontrará o bom e o belo. Sendo que, nessa jornada, muitos são os dragões com quem temos que lutar nas batalhas a serem travadas, mas também, muitas são as surpresas que nos são reservadas a serem descobertas, as lágrimas a serem derramadas, não só de dor e sofrimento mas também de contentamento e emoção.
     Algo muito importante e confortante nessa viagem é que o guerreiro-herói não está só. Ele tem os seus guias, muitos dos quais ele descobrirá e se conectará ao longo dessa jornada, e aí, cada um tem os seus, conforme suas crenças, convicções, filosofias e religiões. Mas, além desses guias e mentores, bem ao seu lado, sentado, caminhando, viajando a pés ou a cavalo, ele sabe que conta com um companheiro de viagem, com quem pode dividir a canção:
                                                  "Nada a temer
                                            Senão o correr da luta
                                                    Nada a fazer
                                           Senão esquecer o medo
                                               Abrir o peito à força
                                                    Numa procura
                                        Fugir às armadilhas da mata escura

                                          Vou descobrir o que me faz sentir
                                                  Eu, caçador de mim"
     Pois é, então é nesse lugar que se coloca o terapeuta: ao lado. E estando ao lado, o terapeuta começa também a sua jornada. Uma bela jornada, a jornada do encontro ao sagrado, porque sagrado é a alma do outro que se descortina sob suas vistas. Penso que nessa relação se corporifica o encontro a que Martin Bubber se referiu quando falou do Eu eo Outro, ambos sujeitos, nunca sujeito e objeto.
     Mas, o que é SER SUJEITO nessa relação de encontro com o outro que está em busca de empreender sua jornada?
     Ser sujeito é, especialmente, naquele momento, estar na sua inteireza e totalidade para lidar com o outro que está na busca de sua própria inteireza. É respeitar o ritmo de cada um, respeitar o limite e as possibilidades do outro, o seu movimento de progressão e regressão, sua necessidade de acolhimento. Permitir ao outro abrir sua janela, o seu buraco, olhar para dentro com a segurança de que encontra apoio e suporte nesse olhar.
     Ajudar no processo de fortalecimento do outro para que ele seja um ego estruturante, diferente de um ego inflado, vaidoso, prepotente, para que possa trilhar sua caminhada da individuação, onde se estabelece o diálogo sereno entre consciente e o inconsciente e o indivíduo encontra o seu Self, seu Eu Superior, sua Centelha Divina.
     Conseguindo acompanhar os passos do herói nessa jornada e ajudando-o a encontrar o seu lugar de paz e tranquilidade o terapeuta conseguiu honrar o seu papel e o seu lugar.
                                                               * Ana Cristina Botelho é psicóloga clínica, CRP 03/01811, atua com a abordagem
                                                                                      junguiana, utiliza recursos das Constelações Familiares e da Experiência Somática
                                                                                      para lidar com questões de estresse pós-traumático.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nosso convite

Iniciamos uma nova empreitada, nosso blog, que tem como finalidade divulgar textos e pensamentos dos locatários do Instituto Quatro Estações.
O Instituto Quatro Estações oferece aos seus clientes consultórios, salas e escritórios organizados e equipados com toda a estrutura para a realização de atendimentos, reuniões, seleções, entrevistas, entre outras atividades. Com ambientes climatizados e mobiliados, o profissional, conforme a sua demanda (turno/hora), encontra uma ampla disponibilidade de horários. A instituição ainda possui plenários com materiais que viabilizam a realização de atividades como cursos, palestras, treinamentos, workshops, trabalhos corporais e oficinas.
Participe, reflita, comente... venha você também fazer parte dessa família.